|
Londres Inglaterra
É uma questão de escolher a data para embarcar. Os
meses extremos são janeiro e julho. No primeiro caso, apesar de o frio
não ser tão rigoroso, é noite às 3 horas da tarde, os museus lotam e a
vida ferve nos pubs e clubs. No segundo, o sol dura até as 10 horas da
noite, com os festivais ao ar livre e a enorme quantidade de turistas do
verão europeu. Mas, em qualquer uma das duas situações, o primeiro dia
em Londres é complicado, principalmente para quem tem pouco tempo. É
nele que se começa a ter idéia do que há para fazer. Em mãos, guias e
o mapa do metrô.
Além de tudo o que estiver acontecendo, há os pontos
tradicionais. Nem que seja para dar uma olhadinha do lado de fora, são
indispensáveis. Quem não quer ver a St. Paul's Catedral, onde o
príncipe Charles casou-se com Diana em 1981? Ou o Palácio de Buckingham,
uma das residências da família real; a Torre de Londres, antiga prisão
medieval; e o Big Ben, no alto do Palácio de Westminster, que abriga o
parlamento? Por incrível que pareça, dá para ver muitos deles da London
Eye, o mais moderno atrativo da cidade, uma roda-gigante à beira do
Tâmisa. O turista entra numa cápsula e passeia meia hora.
Boa dica para aproveitar o tempo é mesclar, num mesmo
dia, um pouco de cada aspecto da vida londrina. Comece passando por um dos
cartões-postais, mas não se estenda. Aproveite a tarde para ir a um
museu e dar uma volta pelas ruas mais badaladas do consumo. Sem esquecer
das alternativas como a Carnaby Street, ponto de encontro da "Swinging
London" dos anos 60, e a King's Road, onde se reuniam punks e
roqueiros. Não se impressione se enquanto caminha em meio a uma multidão
de todos os estilos não ouvir apenas o inglês britânico. Dá para
identificar de japonês a francês e também português - é raro passar
um dia sem topar com brasileiros.
O almoço é um capítulo à parte. A história de que
em Londres não existem boas opções gastronômicas há anos não é
verdadeira. Se a opção for poupar dinheiro e tempo, comprove isso no
jantar. Os cafés e bares resolvem durante o dia. Repare que as pessoas
pegam suas bebidas e sanduíches e se sentam. Passam horas sem desviar a
atenção de seu livro. Sozinhos, à vontade, do jeito que bem entendem.
Seja qual for a idéia para a noite, vá a um dos cem teatros da cidade.
Metade está no West End, e o restante, do Fringe - espécie de "off-Broadway",
com peças experimentais e preços baixos. Paga-se menos nas bancas de
desconto.
Londres está na lista das cidades mais caras do mundo,
principalmente para os brasileiros. Mas, acredite, para entrar nos melhores museus da capital inglesa
não se paga nada. E eles têm um dos mais ricos patrimônios artísticos
e culturais da Europa e do planeta. A começar pelo Museu Britânico, com
seus 6 milhões de objetos. Afinal, são anos aumentando o acervo, que
inclui peças da pré-história aos dias atuais, dividido em mais de 90
galerias. No próximo ano, ele comemora seu 250º aniversário.
O local, batizado de Queen Elizabeth 2ª Great Court,
virou uma espécie de espaço cultural que abriga quiosques de vendas e
informações e também esculturas. No centro está a sala de leitura,
construída em meados do século 19, que, aliás, merece uma visita. Pense
que as obras daquele acervo já foram usadas por escritores como Oscar
Wilde, Virginia Woolf e T. S. Eliot, e serviram de instrumentos para
pensadores como Trotski, Lênin e Karl Marx.
Dominando o cenário da Trafalgar Square, a National
Gallery é outro ponto cultural imperdível. Reúne pinturas de toda a
Europa Ocidental. Perto dali, virando a esquina, está a National Portrait
Gallery, onde os destaques são os retratos de figuras da monarquia e
poetas. Outro lugar indispensável na programação cultural é a Tate
Gallery, construída em 1897, com pinturas britânicas de 1500 até a
atualidade. Em 2000, a coleção de arte moderna e contemporânea dessa
galeria mudou de endereço - e ficou reunida do outro lado do Rio Tâmisa,
num prédio de uma velha usina de energia: a Tate Modern. Inclui obras de
Matisse, Picasso e Andy Warhol.
A boa notícia é que essa lista de museus e galerias
que não cobram entrada aumentou. No início de dezembro, mais três
importantes pontos culturais foram incluídos - o Museu de História
Natural (onde os fósseis de dinossauros são as maiores atrações), o
Museu de Victoria & Albert (artes decorativas) e o Museu de Ciência.
Juntos, rendem uma economia de US$ 33 para o visitante. Eles ficam
próximos uns dos outros, no bairro de Kensington.
Por volta das 14 horas, quando o sol incidia sobre o
palco, era hora de começar a peça. Senhoras de classe média e
prostitutas das imediações tomavam seus lugares. Era 1599, em pleno
reinado de Elizabeth 1ª, e o Globe Theatre, na margem sul do rio Tâmisa,
começava a ficar movimentado. Até então, dentro dos limites da cidade,
as encenações eram sinônimo de improviso nas tavernas, ato bastante
condenado pelo governo. Naquele teatro, começaram a ser encenadas as
peças de William Shakespeare, a nova atração que entusiasmava Londres.
Quase quatro séculos mais tarde, depois de a obra do dramaturgo ter sido
eternizada, começaram os esforços para imortalizar também aquele
espaço, destruído em 1642. Em 1997 foi inaugurado o Shakespere Globe
Theatre, uma recriação do teatro para visitantes.
Vale a pena fazer um tour guiado, sobretudo porque os
guias são simpáticos e contam histórias e mais histórias sobre os
costumes da época. Interessante observar o palco, de madeira que imita
mármore italiano, sinal de status na época. São três andares para o
público, comportando ao todo 3 mil pessoas. Anexo fica um espaço para
exposições inspiradas no autor, onde dá até para comprar textos
originais das peças (a maioria, porém, incompleta). Mas não espere
preço de souvenirs: é só para o aficionado com o bolso cheio, já que
algumas amostras custam mais de 500 mil libras (US$ 716 mil).
Muito além de Shakespeare, a capital inglesa é uma
fonte inesgotável de inspiração para escritores, cantores, artistas e
intelectuais. Ao longo de séculos, eles deixaram rastros em vários
cantos da cidade. Nos chamados walking tours - tour temático a pé com
guia -, dá para percorrer muitos desses pontos. Há os passeios
inspirados em Shakespeare, Charles Dickens (muito sensibilizado pela
injustiça social do século 19), Oscar Wilde (hoje seu talento é
reconhecido, mas foi marginalizado no século passado por ser
homossexual), Virgínia Wolf (nas proximidades do British Museum) e
Sherlock Holmes.
No tour que segue os passos de Holmes, há um lugar que
vale a pena ser visto com um pouco mais de tempo. Na Baker Street fica o
museu em homenagem ao detetive e, anexa, uma lojinha com quinquilharias.
É, na verdade, uma réplica da casa inventada pelo escritor escocês
Arthur Conan Doyle (1859-1930) - aquela que o detetive dividia com o
médico Watson. Na mesma rua, no nº 231, fica uma loja em tributo aos
Beatles, a London Beatles Store. Vende de souvenirs a discos raros e é
ponto de encontro de fãs.
|
|
Londres Inglaterra
É uma questão de escolher a data para embarcar. Os
meses extremos são janeiro e julho. No primeiro caso, apesar de o frio
não ser tão rigoroso, é noite às 3 horas da tarde, os museus lotam e a
vida ferve nos pubs e clubs. No segundo, o sol dura até as 10 horas da
noite, com os festivais ao ar livre e a enorme quantidade de turistas do
verão europeu. Mas, em qualquer uma das duas situações, o primeiro dia
em Londres é complicado, principalmente para quem tem pouco tempo. É
nele que se começa a ter idéia do que há para fazer. Em mãos, guias e
o mapa do metrô.
Além de tudo o que estiver acontecendo, há os pontos
tradicionais. Nem que seja para dar uma olhadinha do lado de fora, são
indispensáveis. Quem não quer ver a St. Paul's Catedral, onde o
príncipe Charles casou-se com Diana em 1981? Ou o Palácio de Buckingham,
uma das residências da família real; a Torre de Londres, antiga prisão
medieval; e o Big Ben, no alto do Palácio de Westminster, que abriga o
parlamento? Por incrível que pareça, dá para ver muitos deles da London
Eye, o mais moderno atrativo da cidade, uma roda-gigante à beira do
Tâmisa. O turista entra numa cápsula e passeia meia hora.
Boa dica para aproveitar o tempo é mesclar, num mesmo
dia, um pouco de cada aspecto da vida londrina. Comece passando por um dos
cartões-postais, mas não se estenda. Aproveite a tarde para ir a um
museu e dar uma volta pelas ruas mais badaladas do consumo. Sem esquecer
das alternativas como a Carnaby Street, ponto de encontro da "Swinging
London" dos anos 60, e a King's Road, onde se reuniam punks e
roqueiros. Não se impressione se enquanto caminha em meio a uma multidão
de todos os estilos não ouvir apenas o inglês britânico. Dá para
identificar de japonês a francês e também português - é raro passar
um dia sem topar com brasileiros.
O almoço é um capítulo à parte. A história de que
em Londres não existem boas opções gastronômicas há anos não é
verdadeira. Se a opção for poupar dinheiro e tempo, comprove isso no
jantar. Os cafés e bares resolvem durante o dia. Repare que as pessoas
pegam suas bebidas e sanduíches e se sentam. Passam horas sem desviar a
atenção de seu livro. Sozinhos, à vontade, do jeito que bem entendem.
Seja qual for a idéia para a noite, vá a um dos cem teatros da cidade.
Metade está no West End, e o restante, do Fringe - espécie de "off-Broadway",
com peças experimentais e preços baixos. Paga-se menos nas bancas de
desconto.
Londres está na lista das cidades mais caras do mundo,
principalmente para os brasileiros. Mas, acredite, para entrar nos melhores museus da capital inglesa
não se paga nada. E eles têm um dos mais ricos patrimônios artísticos
e culturais da Europa e do planeta. A começar pelo Museu Britânico, com
seus 6 milhões de objetos. Afinal, são anos aumentando o acervo, que
inclui peças da pré-história aos dias atuais, dividido em mais de 90
galerias. No próximo ano, ele comemora seu 250º aniversário.
O local, batizado de Queen Elizabeth 2ª Great Court,
virou uma espécie de espaço cultural que abriga quiosques de vendas e
informações e também esculturas. No centro está a sala de leitura,
construída em meados do século 19, que, aliás, merece uma visita. Pense
que as obras daquele acervo já foram usadas por escritores como Oscar
Wilde, Virginia Woolf e T. S. Eliot, e serviram de instrumentos para
pensadores como Trotski, Lênin e Karl Marx.
Dominando o cenário da Trafalgar Square, a National
Gallery é outro ponto cultural imperdível. Reúne pinturas de toda a
Europa Ocidental. Perto dali, virando a esquina, está a National Portrait
Gallery, onde os destaques são os retratos de figuras da monarquia e
poetas. Outro lugar indispensável na programação cultural é a Tate
Gallery, construída em 1897, com pinturas britânicas de 1500 até a
atualidade. Em 2000, a coleção de arte moderna e contemporânea dessa
galeria mudou de endereço - e ficou reunida do outro lado do Rio Tâmisa,
num prédio de uma velha usina de energia: a Tate Modern. Inclui obras de
Matisse, Picasso e Andy Warhol.
A boa notícia é que essa lista de museus e galerias
que não cobram entrada aumentou. No início de dezembro, mais três
importantes pontos culturais foram incluídos - o Museu de História
Natural (onde os fósseis de dinossauros são as maiores atrações), o
Museu de Victoria & Albert (artes decorativas) e o Museu de Ciência.
Juntos, rendem uma economia de US$ 33 para o visitante. Eles ficam
próximos uns dos outros, no bairro de Kensington.
Por volta das 14 horas, quando o sol incidia sobre o
palco, era hora de começar a peça. Senhoras de classe média e
prostitutas das imediações tomavam seus lugares. Era 1599, em pleno
reinado de Elizabeth 1ª, e o Globe Theatre, na margem sul do rio Tâmisa,
começava a ficar movimentado. Até então, dentro dos limites da cidade,
as encenações eram sinônimo de improviso nas tavernas, ato bastante
condenado pelo governo. Naquele teatro, começaram a ser encenadas as
peças de William Shakespeare, a nova atração que entusiasmava Londres.
Quase quatro séculos mais tarde, depois de a obra do dramaturgo ter sido
eternizada, começaram os esforços para imortalizar também aquele
espaço, destruído em 1642. Em 1997 foi inaugurado o Shakespere Globe
Theatre, uma recriação do teatro para visitantes.
Vale a pena fazer um tour guiado, sobretudo porque os
guias são simpáticos e contam histórias e mais histórias sobre os
costumes da época. Interessante observar o palco, de madeira que imita
mármore italiano, sinal de status na época. São três andares para o
público, comportando ao todo 3 mil pessoas. Anexo fica um espaço para
exposições inspiradas no autor, onde dá até para comprar textos
originais das peças (a maioria, porém, incompleta). Mas não espere
preço de souvenirs: é só para o aficionado com o bolso cheio, já que
algumas amostras custam mais de 500 mil libras (US$ 716 mil).
Muito além de Shakespeare, a capital inglesa é uma
fonte inesgotável de inspiração para escritores, cantores, artistas e
intelectuais. Ao longo de séculos, eles deixaram rastros em vários
cantos da cidade. Nos chamados walking tours - tour temático a pé com
guia -, dá para percorrer muitos desses pontos. Há os passeios
inspirados em Shakespeare, Charles Dickens (muito sensibilizado pela
injustiça social do século 19), Oscar Wilde (hoje seu talento é
reconhecido, mas foi marginalizado no século passado por ser
homossexual), Virgínia Wolf (nas proximidades do British Museum) e
Sherlock Holmes.
No tour que segue os passos de Holmes, há um lugar que
vale a pena ser visto com um pouco mais de tempo. Na Baker Street fica o
museu em homenagem ao detetive e, anexa, uma lojinha com quinquilharias.
É, na verdade, uma réplica da casa inventada pelo escritor escocês
Arthur Conan Doyle (1859-1930) - aquela que o detetive dividia com o
médico Watson. Na mesma rua, no nº 231, fica uma loja em tributo aos
Beatles, a London Beatles Store. Vende de souvenirs a discos raros e é
ponto de encontro de fãs.
Não perca mais tempo contate-nos agora mesmo!
|