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Londres - Inglaterra

LONDRES

No final dos anos 60 e no início dos 70, Londres era o lugar para onde todo mundo queria ir. Era indispensável pisar o chão dos Beatles, respirar a atmosfera psicodélica de Carnaby Street e comprar uma camisa de crepe indiano nas barracas de Portobello Road. Era preciso ter a sensação, ultrajante e deliciosa, de ser abordado em Piccadilly Circus por um cabeludo de olhos injetados, oferecendo hash. Era fundamental ir aos teatros West End para ver as montagens de Hair Jesus Christ Superstar e Rock Horror Show.

Depois passou. John Lennon morreu. A Carnaby Street virou mercado de bugigangas. O crepe indiano micou, assim como as costeletas de Jackie Stewart e as calças boca-de-sino. O West End continuou brilhando, porque, afinal, a cidade tinha 7 milhões de habitantes cultos e nunca deixou de receber turistas. Mas já não era preciso ir a Londres. Era apenas legal.

Tinha aqueles senões de sempre. A comida, blargh! Quem gosta de torta de rins? Cerveja quente? Fica com a minha. Primeiros-ministros sem carisma. Greve de mineiros. Onde tem uma cantina italiana pelo amor de Deus? (ou será que eu vou ter que comer aquele hambúrguer borrachudo do Wimpy´s de novo?). E os prédios envidraçados? Londres tentava ser Nova York mas só produzia elefantes brancos. Oh, God! O espigão da Shell em South Bank conseguiu ser o pior de todos. Ainda assim era legal.

Tudo bem: cidades não são como peças, que entram e saem de cartaz. Ainda mais metrópoles. E Londres, ora, Londres perde o pêlo mas não perde o vício. Foi capital do mundo. Sede do império onde o sol jamais se punha. Se Roma continua Roma e já não tem Júlio César há 2 mil anos, Londres não murchará só porque a rainha Victoria não reina há 96 anos ou porque as colônias se emanciparam ou porque a grana rola mais abundante em Wall Street do que na City.

Cidades assim vivem sempre no imaginário das pessoas. Mas de vez em quando perdem o brilho. Como se alguém tivesse esquecido de polir os metais. Ou de caiar as paredes, o que no caso em questão ~ fundamental, já que a umidade de Londres é célebre - e não há de baixar só por causa de uma crise de identidade à-toa. Pintou um clima assim, de entressafra, na capital da Inglaterra pós-Beatles. Em suma: Londres continuava legal, mas o barato passou a sei Amsterdã - e a moçada foi toda para o outro lado do canal. Fora o casamento do século, que virou baixaria da década, parecia que não havia nada de especial rolando nas terras que um dia foram do mulherengo Henrique VIII. O mundo soube que o príncipe Charles adoraria ser o absorvente de Camila Parker-Bowles, ouviu dizer que Lady Di andou prevaricando nos estábulos reais, mas, ora, isso não é razão determinante para visitar uma cidade.

A não ser para alguns americanos que, como disse Ms. Patt Scott, "não se interessam por nada, além deles mesmos e. claro, das fofocas da nossa família real". Patt Scott, que doravante será chamada apenas de senhora Scott, é uma sábia (já se viu pelo comentário), septuagenária londrina. Quando a swinging Londres dos anos 60 balançou o mundo, ela ninava o primeiro neto e não deixava de preparar o chá com biscoitos para o marido bancário.

Para incrementar seus ganhos, milhares de pequenos proprietários do país nos anos em que o desemprego andou mais grave nas Ilhas Britânicas, resolveram disponibilizar os seus quartos, para a vasta rede de bed & breakfast que serve a cidade.  Tormando o sistema bed & breakfast - que vem a ser a hospedagem numa casa de família, com direito a café da manhã - uma ótima opção de alojamento em Londres.

As publicações mais up-to-date não deixaram de registrar o fenômeno. Londres voltou a ser fotografada por profissionais de várias nacionalidades. Seus velhos atrativos foram redescobertos. Os novos estão sendo escarafunchados. Não se vê tal concentração de mídia estrangeira desde que os Beatles lançaram Sargent Pepper´s - que ainda era um LP!

E nem é preciso ter acesso aos números da BTA para constatar essa reviravolta. Basta ver o que está rolando na cidade. As ruelas de Covent Garden, por exemplo. O delicioso bairro vizinho ao centro nunca viveu tamanha efervescência. As ruas estão tomadas de jovens; os brechós e as galerias de arte vendem tudo o que expõem; as lojas e restaurantes são retratos bem-acabados do que há de mais contemporâneo. Sujeitos engravatados, quase todos com menos de 30 anos, dividem o apertado espaço dos pubs com garotas fashion que não correspondem - nem de longe - aos estereótipos do passado.

As conversas giram em torno de temas como novos sites da Internet, novos modelos de celular e novas oportunidades de investimento. Sem falar em sexo, drogas e rock´n roll - tema, aliás - do papo de muitas outras tribos da capital. Como a legião de punks de Camden Town, trespassados de alfinetes e piercings, eles também espantados com a súbita migração de punks do leste europeu, que agora engrossam suas fileiras.

"Está tudo muito estranho por aqui! Há russos por toda a parte. E tchecos, poloneses, eslovenos, ucranianos." A senhora Scott bem que contou que os novos ares vêm do leste, mas é preciso visitar as principais atrações turísticas da cidade para ver in loco, o tamanho da balbúrdia. A troca da guarda, por exemplo, é uma boa ocasião. Hoje, na concorrida cerimônia, é quase tão comum ouvir línguas eslavas quanto japonês (e olha que ninguém viaja tanto quanto eles!). Mas há americanos também. E latino-americanos. E brasileiros, of course. O mundo inteiro parece estar redescobrindo Londres, como se a cidade tivesse ficado fechada para reformas nas últimas décadas.

A King´s Road conserva o charme de antanhos, com suas lojas de moda jovem e belos antiquários, mas a senhora Scott percebe certas diferenças na rotina de sua cidade. Os táxis, por exemplo. Ela aponta para um Austin pintado com as cores de uma cerveja local e comenta como seria impensável uma "novidade" dessas nas décadas passadas. Londres sempre foi famosa por seus táxis reluzentemente negros. Os imbatíveis hlack-cabs, com seu formato peculiar e uma cabine exclusiva para os passageiros, que, separados do motorista por um vidro, podem até fumar (os ingleses não têm o rigor puritano dos americanos).

Na verdade, os táxis continuam iguais: só as cores mudaram - e, mesmo assim, só de parte deles. Como continuam iguais os double-deckers, os famosos ônibus vermelhos de dois andares. Afinal, Londres está se globalizando, mas não pretende perder o charme ou a pose. As mudanças ocorrem em outro nível. Há novos trabalhistas dando ordens em Westminster. Há mais mulheres do que nunca no prédio do Parlamento. Há milhares de prédios passando por reformas - e outros tantos já renovados. A cidade parece estar renascendo de dentro para fora, como as begônias na primavera.

Em Southwark, uma antiga área decadente ao sul do Rio Tâmisa, os andaimes escondem edificações em processo de metamorfose. Uma delas transformou-se, recentemente, no novo Shakespeare Globe Theatre, uma versão modernizada e ampliada das arenas do século 16, que é, desde já, um endereço obrigatório para qualquer viajante. Nas Docklands, antigos decrépitos depósitos de estiva tornam-se construções modernosas e dão vazão à criatividade (nem sempre brilhante) dos novos arquitetos ingleses. No Soho, em Piccadilly, em Bloomsbury, Fitzrovia, South Kensington e outros distritos centrais da cidade, novos (e saborosos) restaurantes desafiam a antiga máxima de que não se pode comer bem na Inglaterra. A vida noturna se intensifica e se alonga, com clubes invadindo a madrugada no agito, fato incomum na Londres de uma década atrás.

O venerando Museu de História Natural ampliou instalações e construiu salas futuristas cheias de computadores. Até o Museu de Cera de Madame Tussaud chega aos 200 anos de funcionamento com novidades dignas de Disney World, inclusive carrinhos automáticos que invadem o passado da cidade, reproduzido em cenários animatrônicos.

E, apesar das mudanças, esse passado de lendas, reis, grandes personagens, grandes mistérios e grandes tragédias não está sendo arranhado pela revolução silenciosa que está transformando a cidade. Para quem tem interesses específicos, ainda é perfeitamente possível conhecer a Londres de Shakespeare, ou a de Sherlock Holmes, de Jack, o Estripador e dos Beatles. Há até passeios a pé, com guias especializados no personagem de sua preferência (informe-se na The Original London Walks, tel.: 171-624 3978 ou na City Walks, tel.: 0171-700 6931). Em lugares como o Museu de Londres (veja quadro na pág. 52) você vai entender a atribulada história dessa cidade fundada por romanos há 2 mil anos, depois ocupada pelos saxões, mais tarde invadida por vikings, depois reconquistada em muitas e sangrentas guerras. Vai descobrir que os anos de 1665 e 1666 são especialmente tristes na lembrança dos londrinos, porque neles ocorreu a Peste Negra que matou mais de 100 mil pessoas e, na seqüência, o Grande Incêndio que quase acabou com a cidade.

Vão lhe mostrar também as cicatrizes do intenso bombardeio a que a cidade foi submetida na Segunda Guerra Mundial. E vão lhe falar, claro, - do período de glória e poder conquistados no século passado, quando Londres era a capital do mundo, quando centenas de países se ajoelhavam à passagem da rainha Victoria e de sua corte e quando, enfim, ganhou formas sólidas a cidade que hoje vive mais um surto de efervescência.

A rigor, Londres é mesmo uma cidade do século 19. Embora seja possível encontrar castelos, igrejas e edificações de outras eras - inclusive, é claro, do século 20 - a cidade tem um ar fortemente vitoriano. Quase tudo o que há de importante e glorioso nos fabulosos museus ingleses (especialmente no British Museum, que tem um acervo de temas gregos e egípcios, de dar inveja e raiva aos habitantes da Grécia e do Egito) veio parar na cidade nos anos em que a presença do imperialismo inglês era mais forte.

O ar sisudo da metrópole, cujo principal elemento arquitetônico é o tijolo marrom, também vem dessa época. Assim como a profusão de verde (Londres é, provavelmente, a cidade com mais belos parques em todo o mundo), as ruas de mão invertida, o ar esnobe dos clubes privados e até mesmo o metrô.

Já em 1863, com a inauguração da linha Paddington-Farrington (que ainda hoje passa pela plataforma 6 da Estação Baker Street), os ingleses descobriram a necessidade de usar o subsolo para aperfeiçoar a locomoção na superfície. Hoje, com 273 estações, o metrô londrino, cujo nome é underground e o apelido simplesmente tube, é a salvação da lavoura. Os ingleses admitem que, sem o seu querido tube - que faz parte do sistema urbano de transportes mais caro do mundo -, a cidade teria parado, provavelmente ainda antes da Segunda Guerra. Não por causa do movimento - Los Angeles, por exemplo, tem muito mais carros que Londres - mas em função das peculiariedades do sistema viário da cidade.

A capital inglesa é ilógica. assimétrica, muitas vezes incompreensível como o próprio raciocínio dos britânicos. Esse é um lugar onde paralelas podem se encontrar e transversais às vezes não se cruzam. Isso significa que é muito difícil se achar na cidade e os caminhos são sempre tortuosos. Um mapa na mão é indispensável para qualquer viajante, mas só o mapa não serve. É preciso ter atenção, porque as ruas mudam de nome, o Rio Tâmisa faz curvas que dificultam a compreensão dos visitantes e os imensos parques - Hyde, Regent´s, St. James, entre outros - interrompem os caminhos. O metrô também é confuso como o sistema métrico não decimal (pés, jardas, milhas, lembra-se?) e isso significa que numa estação podem passar duas ou três linhas diferentes e, se você bobear, vai acabar caindo no Canal da Mancha - que aqui se chama, exclusivamente, English Channel.

Longe de atrapalhar, porém, essas excentricidades inglesas só valorizam uma viagem para cá. Até porque o cidadão inglês é um ótimo anfitrião e adora ajudar turistas a sair de enrascadas. Experimente abrir um mapa na rua e veja como em poucos minutos surgirá alguém disposto a ajudá-lo. Pode ser um bob, que é como se chamam os aparentemente simpáticos e desarmados policiais ingleses (na verdade, eles sabem ser frios e cruéis, além de extremamente profissionais, com quem burla as leis) ou alguém mais inofensivo, como a senhora Scott.

É como se eles entendessem que nós estrangeiros temos todo o direito de ficar perplexos se, de repente, um pelotão imaculadamente uniformizado, com cavalos na vanguarda e estranhos estandartes hasteados, interromper o trânsito e a vida pela simples necessidade de cumprir um ultrapassado ritual de uma monarquia sem poder. Mais que isso: é como se eles soubessem que seus hábitos são extravagantes, que cerveja quente ou kidney pie não agradam a todo mundo, mas apesar disso eles querem continuar como são, embora não desprezem o fato de que nem todos pensam da mesma forma.

Provavelmente é aí que reside a causa de Londres ter voltado à moda. Ao contrário de grande parte de seus vizinhos europeus - ou continentais, como preferem os ingleses - os britânicos de hoje demonstram uma inequívoca vocação para a tolerância. Os níveis de xenofobia na Inglaterra são, indiscutivelmente, mais baixos do que os do resto da Europa. Embora ainda hoje - com menos freqüência do que há alguns anos - seja possível encontrar súditos da rainha usando chapéus-coco na rua, é cada vez mais evidente a mistureba racial da cidade. Como se seguissem uma operação articulada, os ex-colonizados da África, do Caribe e da Ásia enviaram seus filhos e netos para buscar o futuro na velha matriz. Quer dizer: hindus, paquistaneses, jamaicanos, africanos, australianos e, de quebra, um monte de latinos que nada tiveram a ver com a história, escolheram Londres para recomeçar suas vidas. A cidade virou um grande caldeirão cultural e um imenso centro tribal.

Tradicionalmente, good-sport (quer dizer, com bom espírito esportivo), os britânicos souberam aceitar a contra-invasão. Fora uns poucos radicais - que podem se expressar livremente no Hyde Park Corner, a tribuna livre da cidade - os londrinos tiraram bons proveitos da influência estrangeira. Melhoraram a cozinha local, ganharam ótimos restaurantes estrangeiros e desenvolveram sua estrutura para recepcionar quem vem de fora. A tolerância com os estrangeiros contaminou a tolerância com as tribos e Londres passou a não se importar com a ideologia que os outros professam, a preferência sexual e ideológica de cada um - e assim por diante. Provas desse interminável liberalismo são encontradas em cada esquina. As famosas cabines telefônicas inglesas, que foram padrão para as utilizadas em muitas cidades do mundo, são, hoje, muito mais do que um lugar para conversar com pessoas a uma certa distância. Forradas de bilhetes e anúncios que, democraticamente, ninguém arranca, elas são o centro de informações de cada bairro. Se você quiser saber quais são as prostitutas de plantão nas imediações (ou se você tiver outras preferências), basta consultar as paredes de vidro da cabine telefônica. Haverá também, se essa for a sua praia, indicação sobre o mais próximo culto evangélico, para você exorcizar esses horrores.

A cidade também se rejuvenesceu. Ao contrário do Brasil, cuja média etária está crescendo, a Inglaterra tem, hoje, uma população mais jovem do que há vinte ou trinta anos. E o mais interessante nesse processo é que, com toda a renovação, a velha rotina segue regularmente. Os curiosos guardas, chamados beefeater, da Torre de Londres, - onde Henrique VIII mandava decapitar desafetos perante platéias estimadas em 100 mil pessoas - continuam contando, com muito humor, a saga de seus reis, mas cuidam atentamente para que os corvos que vivem no lugar não possam ir embora, porque reza a tradição que o Império Britânico acabará se os corvos desaparecerem. As feiras de rua, como as de Portobello, Camden Town e dezenas de outras, continuam funcionando com o mesmo espírito dos mercados de rua da Inglaterra medieval. Na Park Lane, os hotéis de luxo mantêm uma certa arrogância esnobe que os frugais bed & breakfast compensam. E os castelos remanescentes de uma era em que títulos valiam mais que dinheiro disputam a preferência dos turistas, que hoje pagam regiamente para entender a extravagância e o poder de cada conde ou barão do passado.

O aeroporto de Heathrow, com 54 milhões de passageiros por ano - e com vôos decolando ou pousando a cada 2 minutos - segue sendo a melhor conexão entre Ocidente e Oriente, com a diferença de que, ultimamente, quase todo mundo dá uma paradinha para ver a nova cara de Londres. Gatwick, o segundo maior dos quatro aeroportos que servem a capital inglesa, recebe grande parte dos brasileiros e possui um trem expresso que os leva ao centro, em Victoria Station, por algo como 15 dólares. É caro, mas - é bom que se saiba - tudo anda caro em Londres. Hospedar-se custa 150 dólares por casal, sem luxo. Comer custa de 50 a 60 dólares para dois, sem vinho, mesmo nas casas chinesas do Soho. Táxi é uma paulada. Metrô não é barato. O fato é que a libra, que sempre foi uma moeda cara, anda valorizada. E para fazer uma viagem econômica à Inglaterra é preciso estar disposto a procurar muito bem e a fazer certas concessões (veja a seção "Onde ", no verso do mapa).

Outra coisa que é preciso ter em mente quando se vai a Londres é que o clima não pode ser um entrave. Se você tiver a sorte de pegar dias de sol na capital inglesa, ótimo. Mas o normal, até porque a Inglaterra fica numa zona de encontro de sistemas climáticos opostos, é a chuva, a garoa e o fog. Se essa condição não atrapalha a vida dos ingleses - que por isso usam elegantes capas Burberry e sabem, como ninguém, aproveitar um chá da tarde - não é a sua que ela vai estorvar. Vá aos museus, use o tube, procure um pub e, em último caso, passeie na chuva e aprecie o encanto de uma cidade que sempre conviveu com a neblina e com a umidade.

À noite, assista a um dos superproduzidos musicais do West End ou, se o seu inglês estiver afiado, não deixe de ver A Ratoeira, de Agatha Christie, a única peça teatral do mundo que está há 46 anos em cartaz. Com sorte, você ainda vai poder ver e ouvir alguns dos seus ídolos do passado - lembre-se quantos fantásticos grupos musicais vieram da Inglaterra - e, para saber onde eles se apresentam, basta consultar o guia Time Out, referência obrigatória para quem está na cidade.

Suas chances de se divertir continuam crescendo. Porque Londres está de novo na moda - já o disse a senhora Scott. A estranha confluência de energias que está produzindo essa nova onda não tem data para acabar. Ela ocorre independentemente de qualquer planejamento e é apenas o sinal de que as coisas certas estão ocorrendo no lugar certo. Portanto, se você tiver como visitá-la agora, a sorte será toda sua.

Não deixe de: Ir ao Big Ben numa hora cheia para ouvir as famosas badaladas. Visitar a Torre de Londres guiado por um beefeater, depois de assistir ao filme Henrique VIII e suas seis esposas (disponível em vídeo), sobre a vida atribulada do mais famoso monarca que viveu ali. Ver a seção de múmias egípcias e o frontispício da Acrópole de Atenas no British Museum. Fazer um passeio no segundo andar de um õnibus double-decker e voltar num táxi preto. Se possível, com um cachimbo na boca. Ver ou rever um musical de Andrew Lloyd Weber nos teatros do West End. Fuçar minuciosamente os antiquários de Portobello Road. Colocar sua melhor fatiota, fazer uma reserva e tomar o chá das 5 na Palm Court do Hotel Ritz (0171-493 8181). Tomar a fortíssima cerveja Winter Armer no Pub Anglesea Arms, no nº 15 de Selwood Place, em South Kensington. Alugar uma espreguiçadeira de 70 pence e ficar lendo o Times de domingo no Hyde Park. Misturar-se à multidão de turistas para ver a curiosa pompa da cerimônia da troca da guarda do Palácio de Buckingham.

Não pode deixar de ver o British Museum: uma das melhores exibições de objetos que contam a história da humanidade - Great Russel Street; o Museu de História Natural: tudo sobre animais, plantas ecologia, astronomia e outras ciências - Cromwell Road; o Tate Gallery: pintura e escultura contemporânea de ótima qualidade - Millbank; o National Gallery: o Prado de Londres. Obras de artistas expressivos desde o século 12, inclusive Renascimento - Trafalgar Square; a Madame Tussaud: aos 200 anos de vida, este é o mais famoso museu de cera do mundo - Baker Street; o Museum of London: específico sobre a história da cidade - London Wall; a Jewel House: mostra permanente das riquíssimas jóias da rainha - na Torre de Londres

No mês de agosto, o calor pode surpreender, com picos acima dos 30 graus. A média é 23 graus e chove bastante (como sempre), com dias longos, que vão até às 9 da noite. Em setembro, já pode fazer algum frio.

Todas as dicas de tours e atrações da cidade estão disponíveis, de graça, no British Travei Center, na Lower Regent Street, 12, bem ao lado do Piccadilly Circus. No Brasil, peça apoio e folhetos ao escritório da BTA, que fica no Rio. 

Chegando a Gatwick , a melhor opção é o Gatwick Express, um trem que leva 30 minutos até a Victoria Station (bem central). De Heathrow, pegue um táxi para o centro.

Você não pode deixar de uma volta num dos charmosos táxis de Londres, nem de entrar num ônibus dois andares. Mas, para o dia-a-dia, o melhor mesmo é usar o tube, que é como os londrinos chamam o metrô.

Já vai longe o tempo em que era obrigatório usar paletó e gravata para ir ao teatro. Roupa casual cai bem e os londrinos não vão nem ligar se você usar calças rasgadas ou alfinetes no nariz. Não esqueça de dois itens importantes: capa e guarda-chuva.

Londres é o tipo do lugar ao qual se pode ir quando quiser. O movimento de turistas é maior no verão, mas a cidade tem ótima infra-estrutura. Os parques, claro, ficam mais belos na primavera e no outono.

Ir a Londres e não ver um musical é como ir ao Egito passando longe das pirâmides. Nos famosos teatros do West End sempre estão em cartaz algumas das melhores montagens dos musicais mais badalados. Há três formas de comprar ingressos: no próprio teatro, nas inúmeras agências de reserva e em Leicester Square, no chamado HaIf Price Ticket Booth. Esta última opção é uma bilheteria que vende ingressos pela metade do preço, mas só no dia da apresentação, e só se tiver. Vale tentar. As agências de reserva cobram um ágio de cerca de 20% sobre o preço de bilheteria - e algumas vão entregar os bilhetes no seu hotel.

 

      

 

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